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O
sonho começou há 40 anos atrás,
quando as tradicionais revistas Hot Rod despertaram
o interesse de Eytan Lubicz naquele tipo de carro.
Vinte anos mais tarde, muitas revistas lidas,
Eytan decidiu que contruiria o seu hot rod. Começou
tentando adaptar veículos antigos, mas
percebeu que o melhor seria começar um
projeto “do zero”, planejando-o detalhadamente... |
Eytan
e Leonardo, proprietários da Multiturbo,
concluíram que o modelo dos sonhos era mesmo
um Willys ’41. Mais uma vez, pequisaram e
chegaram à IDA Automotive, tradicional construtora
dos (hot) Willys nos EUA. A empresa já ganhou,
inclusive, um prêmio referente ao “Hot
Rod do Milênio”. A partir deste momento,
a IDA ofereceu toda e qualquer ajuda ao projeto
dos brazucas...
O
sonho começava a se tornar realidade...o
chassi foi o primeiro componente a ser importado.
A IDA, especialista no assunto, fabrica chassis
capazes de percorrer o ¼ de milha (402m)
em pouco mais de 7s!
Em
seguida, foram chegando as suspensões dianteira
e traseira, sistema de direção, eixo
traseiro, diferencial e o conjunto completo de freios.
Monobloco
da carroceria, paralamas, portas, tampa da mala
e capô, todos em fibra de carbono, foram as
próximas peças da lista. O capô
deu muito trabalho e, após muitas horas de
trabalho e tentativas para alinhá-lo, descobriram
que haviam recebido o modelo errado. A troca foi
feita e o novo capô, instalado e alinhado.
Três
anos se passaram e, em 1999, era o momento de pensar
na pintura. Indicados pela IDA, Leo e Eytan chegaram
a Kustom Kolor e escolheram a pintura do tipo “Camaleão”,
que muda de cor de acordo com a incidência
da luz. Contatos feitos, chegaram ao distribuidor
da tinta no RJ e, finalmente, a quem faria a pintura.
Este serviço, na verdade, só seria
realizado anos mais tarde...
A
idéia era ter um hot exclusivo, portanto,
contavam com fornecedores/marcas tradicionais, de
primeiríssima linha. Destes fornecedores,
obtinham não apenas as peças, mas
dicas e know-how para fazer o melhor possível
no projeto do Willys. Veja a ficha técnica
e saque o naipe dos fornecedores...
Segundo
Eytan, o motor foi um caso especial. Cativado pelo
projeto dos brasileiros, David, proprietário
da R&D Speed, empenhou-se em ajudá-los,
indicando a especificação e a encomenda
de peças especiais, como eixo e bielas forjados,
cabeçote de aluminio, etc. Até o comando
de válvulas é do tipo “custom-grind”,
ou seja, fabricado especialmente pela Comp Cams
com as especificações passadas pelo
próprio David.
A
injeção e eletrônica do Willys
foi toda projetada em conjunto com o pessoal da
Electromotive, da qual Leo e Eytan acabaram se tornando
revendedores.
Cinco
anos depois, o grande dia. Em 2001, finalmente o
momento dos amigos darem a primeira volta no seu
projeto. A ansiedade era tanta que foram mesmo sem
para-brisa, portas e capô, além dos
bancos improvisados! Valeu a pena. O desempenho
era fantástico, assim como a dirigibilidade
e os freios do Willys.
Embora
ousado, o Willys merecia um acabamento clean, bem
discreto. Seguiram-se mais 2 anos somente de atenção
aos detalhes. Suportes, parafusos, mangueiras, abraçadeiras,
layout do cofre, chicote elétrico, componentes
do motor e painel de instrumentos. O chicote elétrico
– Painless Wiring - possui impressa em CADA
fio a sua função.
Finalmente
chegou a hora da pintura. Carro enviado para WW
Trevis e, em paralelo, a compra da tinta. Outra
novela! Após várias tentativas de
pintura, a tinta não dava o efeito desejado
(furta-cor de vermelho para rosa). O fabricante
foi chamado e após dizer que era o método
de pintura, qualidade do redutor e/ou tipo de pistola,
chegou-se à conclusao de que a tinta estava
errada. Após mais 3 meses de espera, a tinta
certa chegou e o Willys ganhou nova vida.
Partiram,
então, para o acabamento interno. Bancos
Recaro, instrumentos AutoMeter, pedais, coluna de
direção, retrovisores, botões,
alavancas, puxadores, volante...todos do tipo “billet”,
torneados com atenção e cuidado extremos.
A sonzera consiste numa JukeBox com pesados 20GB
de músicas no formato mp3. Nada mais, nada
menos que 3.800 músicas diferentes!
Hoje,
já em meados de 2003, o projeto encontra-se
“quase” pronto. Numa conversa com Leo
ou Eytan, sempre percebe-se que falta um ajuste,
um detalhe, uma novidade. O Willys nunca está
pronto. Afinal, tem coisa melhor do que um bom sonho?!
Um
abraço. Até a próxima.
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