| Torcicolo. VW Voyage carioca pára o trânsito e faz a galera torcer o pescoço por onde passa. Fizemos uma rápida entrevista com o dono do carro, Leonardo Majdalani, professor de Matemática no RJ. Leia a matéria na íntegra e visite a galeria de fotos no fim desta página...
TB: Há quanto tempo você tem esse carro?
R: Desde 1995.
TB: Qual era o seu objetivo com este carro?
R: Fazer um carro diferente do que via nas ruas. Mostrar que o Voyage 4 portas não era um carro de coroa... :o)
TB: O que faz este carro ser especial?
R: Os detalhes.
TB: O que mais te agrada nele?
R: A dirigibilidade.
TB: E o que menos te agrada?!
R: O pouco espaço no banco traseiro.
TB: Numa escala de 1 a 10, qual o seu grau de satisfação neste projeto?
R: 9, por causa do aperto no banco traseiro. :o)
TB: Se grana não fosse problema, o que mais você faria no seu carro?!
R: Nada.
TB: O que sua família e amigos falam do seu carro?
R: Gostam e dizem que é minha relíquia.
TB: Alguém mais dirige seu carro?
R: Não.
TB: Uma palavra pra resumir seu carro...
R: Elegância... |
Leonardo comprou o Voyage GL 1.8 em 1995 e, desde então, vem colocando em prática a idéia de montar um carro diferente do que se via nas ruas. O principal desafio era provar que um Voyage 4 portas não era carro de coroa. E ele conseguiu.
Após 6 anos curtindo o carro com pequenas modificações e upgrades, decidiu desmontar e pintar o carro todo. A cor original, Preto Ônix, daria lugar ao Preto Cadillac, mais elegante até no nome. Entre desmontagem, pintura e remontagem foram 4 meses de muito trabalho e atenção aos detalhes.
Em 2001, Leonardo já não conseguia encontrar uma série de peças do Voyage e teve que comprar as borrachas das portas, elevadores e canaletas dos vidros na Argentina, onde o carro havia sido produzido.
O interior foi revestido em couro, com destaque para os bancos Recaro na dianteira. O painel é do Gol GTI e dois manômetros AutoMeter monitoram a pressão do combustível e do turbo. Volante, pedaleiras e manopla são Momo.
A preocupação maior de Leonardo sempre foi manter o máximo de originalidade e conservação no seu xodó, como sua família e amigos costumam brincar.
Visual renovado, vamos às maldades. Toda a mecânica do carro foi executada pela BLOWER, no Rio de Janeiro. O motor 1.8 foi totalmente desmontado, revisado e montado com peças novas. O cabeçote recebeu válvulas maiores, de 40mm na admissão e 35mm no escape, além de trabalho especial visando mais fluxo. Um comando de válvulas 049G, usado no Gol GTS, foi instalado, assim como um carburador Weber 40.
Polia regulável, cabos de vela em silicone, bobina de alta potência e uma rara turbina Ishi completam a nova receita pra fazer o elegante Voyage andar rápido. A turbina costuma soprar cerca de 0.8bar de pressão, mas um booster está pronto para elevar a pressão até 1.3bar, fazendo o tempo passar bem mais rápido.
O carro já chamava atenção e acelerava forte, mas era preciso fazer curvas e freiar com segurança. Amortecedores Koni foram instalados nos quatro cantos, sendo os da dianteira reguláveis, com ajuste de pressão. As molas são as originais, porém reduzidas na altura. Amarrando as torres da suspensão dianteira está uma barra anti-torção cromada. Pinças e discos ventilados de Santana na dianteira e discos traseiros do Golf GLX cumprem o papel de parar o foguete. A rodas são baseadas no modelo do Audi S3 e possuem 17 polegadas de diâmetro. A borracha é Yokohama, nas medidas 215/40-R17.
Já se foram 130.000km rodados e o Voyage deste professor de Matemática parece estar cada vez mais novo. Para Leonardo, são os detalhes que fazem seu carro tão especial. E nós concordamos, certo?! |