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DRIFT - a arte de andar de lado
Andar
de lado, sair de frente, sair de traseira…basta
o carro ultrapassar o limite de aderência
dos pneus e o show começa. Posso
dizer que “drift” significa
derrapagem controlada, seja em alta ou
baixa velocidade, não faz diferença.
O importante é envergar o carro,
andar de lado. A perda de tração
pode ocorrer na dianteira, na traseira
ou em ambas. São as famosas saídas
de frente, de traseira ou “nas quatro”.
Quando forçadas e sob controle,
são relativamente seguras e garantia
de fortes emoções.
Nas
corridas as derrapagens são evitadas,
pois significam perda de tempo, mas quando
ocorrem, o desafio está em controlar
o carro e recuperar o traçado ideal,
o que exije perícia e habilidade
do piloto.
A saída de frente é a derrapagem
mais comum que a maioria de nós já
enfrentou. A maior parte dos carros produzidos,
inclusive alguns de corrida, “perde
a frente” quando o esterçamento
das rodas excede a capacidade de aderência
dos pneus.
Características e curiosidades
sobre a saída de frente:
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Muita carga de frenagem na dianteira
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Pouca frenagem / transferência de
peso
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Precisa reduzir a velocidade para se manter
na pista
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Não se pode acelerar enquanto o carro
estiver derrapando / saindo de frente
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O motorista deve esperar até que
os pneus dianteiros ganhem tração
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NADA divertida
Outra forma de derrapagem é a saída
de traseira, quando os pneus traseiros perdem
tração / aderência.
Nesta, o carro gira mais do que o esterçamento
das rodas, apontando a frente do carro para
a parte interna da curva. Para trazer o
carro de volta, requer contra-esterço,
girando o volante da direção
contrária, com muita calma e precisão.
Muita correção pode causar
uma saída de traseira ainda mais
forte, desta vez na direção
contrária. Rodadas e saídas
da pista são bem prováveis
nesta hora...
Características e curiosidades
sobre a saída de traseira:
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Muita transferência de peso para a
dianteira
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Requer contra-esterço para se manter
na pista
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Permite acelerar moderadamente
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Requer uma condução precisa
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MUITO divertida
Diversão garantida. A maioria de
nós curte a adrenalina e gosta de
ver as saídas de traseira controladas,
com pneus lixando o chão, o barulho
dos motores e turbinas, os movimentos incansáveis
dos pilotos. No campeonato mundial de rali
(WRC), os pisos escorregadios fazem a festa
dos que curtem drift e pilotagem arrojada.
Em vários países, já
existem campeonatos exclusivos de drift,
onde os pilotos e máquinas mostram
do que são capazes.
Se interessou?! Vamos voltar às aulas
de Física...teoricamente, os pneus
vão ter melhor aderência se
tiverem o peso do carro sobre eles. Desta
maneira, freiar o carro antes de uma curva
vai comprimir a suspensão dianteira,
transferindo o peso para a frente e deixando
a traseira leve e com pouca aderência.
É aí que começa a brincadeira.
Alguns “drifters” usam o freio
de mão para forçar a derrapagem
traseira. Esta técnica é muito
usada em autocross, gincana e até
em rali, para contornar curvas de baixa
velocidade e raio muito fechado, as chamadas
curvas “U” ou cotovelo. A técnica
do freio de mão também é
boa para os iniciantes treinarem as derrapagens
de traseira, já que não exijem
alta velocidade.
A
forma mais comum e emocionante de drift
é também baseada em técnicas
de rali, onde o carro aponta em direção
à entrada de uma curva em alta velocidade,
de forma a sair da curva ainda em alta velocidade,
sem perder tempo e na trajetória
correta. Normalmente, o carro já
está completamente de lado antes
mesmo de entrar na curva. Em alguns casos,
o carro parece apontar na direção
contrária, mas sempre sob-controle.
Tudo baseado na velocidade e na capacidade/sensibilidade
do piloto em controlar a transferência
de peso do carro. Técnica e experiência.
Nada mais.
A única maneira de entender e ter
a experiência do drift é praticando.
Mundo afora são comuns eventos de
autocross e gincana, assim como provas específicas
em autódromos, onde pode-se treinar
com espaço e segurança. Fazer
drift em vias públicas é perigoso.
Mais do que isso. É proibido. Aqui
no Brasil a prática do drift ainda
é praticamente inexistente. Não
falo dos cavalos de pau, mas do drift, das
derrapagens controladas em curvas, em velocidade.
Na próxima semana, o TB vai mostrar
o que rola nos principais eventos de drift
mundo afora, com muitas fotos e informações.
Fique de olho... |